Título: Planeta Terra: história e
forma.
Esta situação de aprendizagem tem como objetivo fazer com que
o aluno reconheça o formato da Terra através de um percurso histórico e
científico.
Séries: 5º
série/ 6ºano – Volume 1
Tempo previsto: 4 aulas
Conteúdos: Representações da Terra, forma
fatos históricos e científicos.
Competências e Habilidades
Ler
e interpretar imagens e modelos representativos do planeta Terra fazendo
estimativas de suas dimensões.
Reconhecer
a diversidade histórica cultural das representações da Terra elaborada em
diferentes épocas e por diferentes culturas.
Pesquisar
e comparar representações do planeta Terra em diferentes épocas cultural e
civilizações.
Estratégias: levantamento de conhecimentos
prévios por meio de questões e leitura compartilhada de textos sobre o tema.
Recursos: Imagem da Terra (slides), data
show, texto.
Avaliação:
participação dos alunos na discussão, na resposta às questões e produção de um
texto escrito alunos.
Esta atividade será desenvolvida em três etapas. Para a
sensibilização do tema, primeiramente será apresentado o texto a seguir com uma
imagem do planeta, com perguntas a serem respondidas.
Após a sensibilização, será feita uma leitura compartilhada
de texto sobre o assunto. O professor irá explicar e interagir com alunos.
Conforme o texto, será discutido a origem da Terra: fatos históricos e científicos.
Roteiro da situação de
aprendizagem – para os alunos
Atividade 1:
Representações do planeta Terra
Observe a figura e responda as questões:
O que é observado nessa imagem?
Como vocês acham que essa fotografia foi tirada?
Qual a forma da Terra?
Quais as cores de destaque da Terra?
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Figura 1: Disponível em: jnettropical.blogspot.com.br. Acesso em:
13/08/2013
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Atividade 2:
Problematização e contextualização
Você acha que os
homens sempre acreditaram que a Terra é redonda?
Faça a leitura dos próximos textos.
Eratóstenes e a circunferência da Terra
Eratóstenes viveu no Egito entre os
anos 276 e 194 antes de cristo. Ele era bibliotecário-chefe da famosa
Biblioteca de Alexandria, e foi lá que encontrou, num velho papiro, indicações
de que ao meio-dia de cada 21 de junho na cidade de Assuã (ou Syene, no grego
antigo) 800 km ao sul de Alexandria, uma vareta fincada verticalmente no solo
não produzia sombra.
Cultura inútil, diriam alguns. Não para um homem observador como Eratóstenes.
Ele percebeu que o mesmo fenômeno não ocorria no mesmo dia e horário em
Alexandria e pensou:
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Se o mundo é plano como uma mesa,
então as sombras das varetas têm
de ser iguais. Se isto não acontece é porque a Terra deve ser curva!
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Mais do que isso. Quanto mais curva
fosse a superfície da Terra, maior seria a diferença no comprimento das
sombras. O Sol deveria estar tão longe que seus raios de luz chegam à Terra
paralelos.
Varetas fincadas verticalmente no chão em lugares diferentes lançariam sombras
de comprimentos distintos. Eratóstenes decidiu fazer um experimento. Ele mediu
o comprimento da sombra em Alexandria ao meio-dia de 21 de junho, quando a
vareta em Assuã não produzia sombra. Assim obteve o ângulo A,
conforme a figura abaixo.
Eratóstenes mediu A=7°
(aproximadamente). Se as varetas estão na vertical, dá para imaginar que se
fossem longas o bastante iriam se encontrar no centro da Terra. Preste atenção
na figura acima. O ângulo B terá o mesmo valor que A,
pois o desenho de Eratóstenes se reduz a uma geometria muito simples: se
duas retas paralelas interceptam uma reta transversal, então os ângulos
correspondentes são iguais.
As retas paralelas são os raios de luz
do Sol e a reta transversal é a que passa pelo centro da Terra e pela vareta em
Alexandria. O ângulo B(também igual a 7°), é a uma fração conhecida
da circunferência da Terra e corresponde à distância entre Assuã e Alexandria!
Eratóstenes sabia que essa distância valia cerca de 800 km e então
pensou: 7°
1/50 da
circunferência (360°) e isso corresponde a cerca de 800 km.
Oitocentos quilômetros vezes cinqüenta são quarenta mil quilômetros,
de modo que deve ser este o valor da circunferência da Terra.
Referência: COSTA, J. Como medir distâncias no
espaço: Eratóstenes
e a circunferência da Terra. Disponível
em: http://www.zenite.nu/. Acesso em: 13/08/2013.
O mundo não é chato
Valor encontrado
atualmente: cerca de 40.072 km ao longo da linha do equador. Um erro muito
pequeno para uma medida tão simples, e feita há tanto tempo! Com a
circunferência, podemos calcular o diâmetro e o raio ou ainda o volume e a área
da superfície, através de fórmulas simples.
Repare que o conhecimento utilizado por Eratóstenes (retas paralelas cortadas
por uma transversal) é formalmente adquirido hoje nas aulas de geometria do
ensino fundamental.
Fica a sugestão para a realização dessa experiência fantástica entre escolas de
lugares distantes. Com as facilidades de comunicação de hoje fica ainda mais
fácil sentir o prazer de usar um raciocínio tão simples e elegante para obter
uma medida tão preciosa.
A Terra é redonda
Como se sabe que a Terra é redonda. Esta informação é muito
útil, ajuda explicar vários fenômenos que observamos no nosso dia a dia, tais
como o nosso clima ou o sol ficar vermelho ao se por.
Uma das grandes descobertas da humanidade foi perceber que a
Terra é redonda. Mais interessante ainda é que isto foi feito numa época onda
não havia aviões ou satélites artificiais nem máquinas fotográfica. Hoje,
com a ajuda destas invenções, é possível tirar fotos da Terra de
lugares muito distantes, enviá-las de volta para nós. Por isto, hoje
para perceber que a Terra é redonda basta olhar uma foto. No fim do texto
há uma foto da Terra tirada pela tripulação da Apolo 17. Vendo esta
foto será que alguém fica com dúvida que a Terra é redonda?
Por isso hoje é fácil perceber que a Terra é redonda, uma
bola, mas antes destas fotos era muito mais difícil chegar a esta conclusão.
Quando você olha para a Terra da sua casa, da sua escola, da rua você consegue
perceber que ela é redonda? Isto é muito difícil porque comparados a Terra nós
somos muito pequenos.
Quando e como se suspeitou que a Terra fosse redonda? Pelo
que nós sabemos hoje um grego chamado Pitágoras, que viveu à 2500 atrás,
concluiu que a Terra era redonda. Ele chegou a esta conclusão por causa da
localização das estrelas em diversos locais da Terra e também por causa da
maneira como os navios aparecem ou desaparecem no horizonte ao chegarem num
porto. Este último argumento de Pitágoras é o mais fácil de entender,
vamos apresentá-lo.
Se você estiver num porto e observar a chegada de navio verá
que primeiro aparece as partes superiores o mastro ou a chaminé e
por fim o casco. Se você olhar a saída do navio verá que
desaparece primeiro o casco e depois o mastro ou a chaminé. Isto só é consistente
com o fato da Terra ser redonda. Se Terra fosse plana aconteceria outra coisa,
semelhante a chegada ou a saída de um avião de um aeroporto. No alto, todo
o avião é pequeno mas, na medida em ele que desce tudo aumenta, as asas, a
fuselagem, as turbinas e as janelinhas. Quando você observa um avião no
aeroporto ele é bem grande.
Saber que a Terra é redonda foi importante para a
navegação. Este conhecimento motivou a viagem de Cristovão
Colombo que chegou as Américas ao tentar atingir as
Índias por outro caminho. Antes dele Vasco da Gama, navegador português,
tinha descoberto um caminho para as Índias indo pela África. Pegue o globo
terrestre e veja as diferenças entre os dois caminhos para a Índia, um pela
África e outro pelas Américas.
Anos atrás era preciso muita imaginação para perceber que a Terra era redonda.
Hoje, com as fotos tiradas pelos satélites ou pelos astronautas, nós podemos
perceber este fato de uma forma muita mais simples, basta olhar. Se você mora
perto do mar ou se for para a praia aproveite e observe um barco chegar ou
sair da praia. Com esta observação você poderá comprovar o argumento de
Pitágoras.
Após toda essa discussão escreva um texto ressaltando:
a) a história das ideias sobre o formato do planeta.
b) Afinal, você
acredita que a terra é redonda? Quais as evidências?
c) Você gostou do texto? O que você aprendeu?
Grupo 5
- Monique Estevam de Siqueira
- Nelson Rodrigues
- Nidia Aparecida Neves
- Paulo Antonio Bonando
- Paulo Avelino dos Santos
- Roberto Carlos Pereira da Costa
- Roberto Eugenio de Souza